Por Miguel A. Pereira | Quinta-feira, 17 Maio , 2012, 11:23

No fim-de-semana passado terminou a 82.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, um evento que leva a que os hábitos de leitura sejam discutidos nesta décima primeira pergunta das Questões Inevitáveis. Com o aparecimento das novas tecnologias muitos defendem que a sobrevivência dos livros está em risco. A aposta nos e-books e o preço elevado dos livros podem ser algumas justificações que potenciam este problema. No entanto, a organização do evento realizado no Parque Eduardo VII considera que as vendas foram bastante positivas. Miguel Freitas da Costa, director da Feira do Livro de Lisboa, garantiu ao ‘Correio da Manhã’ que o evento está a correr "excepcionalmente bem", revertendo factores preocupantes, como a quebra "bastante acentuada" da venda de livros nos primeiros meses deste ano. Parece que apesar da enorme evolução tecnológica, os livros conseguem persistir pelo tempo. Pelo simbolismo ou pela tradição, eles continuam a dar que falar. E tu, qual é a tua opinião?

 

A sobrevivência do livro está em perigo? Como prefere ler um texto: no computador ou num livro? Porquê?

 

 


Por Miguel A. Pereira | Segunda-feira, 14 Maio , 2012, 16:27

Decidimos encontrarmo-nos na praia. Num fim de tarde com um calor intenso e arrasador não havia melhor local. Marcamos uma hora, mas como sempre cheguei atrasado. Sabes que faz parte de mim, nunca me preocupei em ser pontual. Quando me aproximei de ti já mostravas alguma impaciência, sempre detestaste os meus atrasos. A praia encontrava-se estava deserta, foi como se tivesse sido reservada apenas para nós dois.
Sorri quando me olhaste de forma a desculpar-me pelo atraso. Corri ao teu encontro e abracei-te, como é bom ter-te novamente nos meus braços. Voltar a sentir-te sabe demasiado bem. Já não te via à dias e tu estavas melhor que nunca, um espanto. Caprichaste. Deu para reparar que preparaste esta saída minuciosamente. Fiquei feliz por te provocar essa necessidade.
Percorremos um pouco da praia de mãos dadas, mas rapidamente sentamo-nos perto da água para juntos vermos o pôr de sol. É um clichê fazê-lo, mas contigo tudo vale a pena ser vivido. Na verdade, tive imensas saudades. Partiste sem te despedires, o trabalho chamava-te e o meu coração teve que suportar essa tua ausência. Foi tão difícil estar longe da pessoa que amamos. Falta-nos um pedaço. Agora junto a ti estou completo.
Dou-te um terno beijo, é tão bom estar apaixonado. Mesmo com duas vidas completamente diferentes conseguimos amarmo-nos cada vez mais. Podem dizer que temos uma forma esquisita de amar, mas discordo. Se todas as pessoas são diferentes, terá de haver diversas formas diferentes de amar. Nunca há uma forma absoluta. Falamos durante longos minutos, conversamos sobre tudo. És a minha conselheira, confio em ti completamente. Assim é o amor, cheio de confianças e crenças.
Prometeste-me que esta saída iria ser inesquecível, presumi que fosse pelo nosso reencontro. Adoras que eu fique curioso e eu não te sei resistir. Começas a ficar agitada e rosada, sinto que estás a preparar alguma. O teu olhar mudou e esboçaste um sorriso atrevido. Aproximaste a tua boca ao meu ouvido e disseste: “Hoje vamos fazer algo diferente”. Dito isto deitaste-me na areia e ficaste em cima de mim. De facto, foi mesmo uma tarde inesquecível.     

 

música: Adele - Set Fire To The Rain

Por Miguel A. Pereira | Terça-feira, 08 Maio , 2012, 11:34

Nome: EUSÉBIO da Silva Ferreira
Data e Local de Nascimento: Lourenço Marques (Moçambique), 25 de Janeiro de 1942
Profissão que se notabilizou: Futebolista

 

Feitos importantes:

  • Começou a sua carreira de futebolista no Sporting Lourenço Marques, tendo apenas com 18 anos sido disputado pelo Sporting e Benfica, as aguias ganharam numa contratação muito polémica.
  • O ‘Pantera Negra’ jogou pelo Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, onde jogou 614 partidas oficiais e macou 638 golos (melhor marcador de sempre da equipa). Durante a estadia no clube conseguiu ser: 1 vez campeão europeu e 3 vezes finalista da mesma prova, 11 vezes campeão nacional e 5 vezes vencedor da taça de Portugal. Recebeu ainda, 7 vezes a bola de prata e duas vezes a bota de ouro.
  • Na selecção, levou Portugal ao honroso 3º lugar no Mundial da Inglaterra, numa competição onde foi o melhor marcador da prova com nove golos.
  • Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966, feito que o leva a ser considerado o melhor futebolista português de todos os tempos. Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS, e faz parte da lista dos 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot.
  • Desde que se retirou em 1979, Eusébio tem sido um embaixador de futebol e é um dos rostos mais conhecidos do desporto.

 

música: Phil Collins - Groovy kind of love

Por Miguel A. Pereira | Sábado, 05 Maio , 2012, 16:24

Cristiano Ronaldo é inevitavelmente a bandeira do desporto português além-fronteiras. Uma história de sucesso desportivo, de perseverança, de talento e de, principalmente, muito trabalho. Como em temporadas passadas, carregou nas suas costas a sua equipa: marcou, deu a marcar, fintou e correu. Foi uma máquina de jogar e fazer futebol. Apesar de algumas atitudes irreflectidas, é impossível colocar-lhe falhas ao seu despenho desportivo e profissionalismo.
A extraordinária técnica e a sua imprevisibilidade fazem dele uma ameaça constante à defesa adversária. Durante toda a época, Ronaldo foi o Real Madrid. É um rei na capital espanhola e os adeptos tem muito que agradecer a dedicação deste português para a conquista do título da liga espanhola. Os números do avançado do são de outro planeta: 52 jogos e 58 golos marcados. Um assombro! Não haveria dúvidas em proclamá-lo o melhor do mundo caso Leo Messi não existisse.
Além de ter de jogar contra os adversários em campo, Ronaldo enfrenta a sombra de Messi em todos as partidas. Os adeptos de futebol são mesmo uns privilegiados em ter dois jogadores deste nível a jogarem na mesma altura. Nesta época, o português até leva vantagem no confronto contra o argentino, mas complicou a sua situação com a eliminação das meias-finais da Liga dos Campeões (o Barcelona de Messi também caiu nesta mesma fase). Se Ronaldo tivesse vencido a distância entre os dois seria enorme, mas não o conseguiu e paira uma grande incerteza sobre quem vai ser o melhor do mundo neste ano.
No meu ponto de vista, vencer a liga espanhola pode ser curto para que Ronaldo vença a Bola de Ouro. Pelas enormes exibições que tem feito, acredito que CR7 ainda está em vantagem, mas terá que continuar neste nível de excelência.  E isso significa protagonizar um Europeu em grande, pois um mau desempenho pode levar a que seja classificado como um jogador que falha nas grandes decisões. Estou certo que a prestação nesta competição terá um peso decisivo na decisão final sobre quem será coroado o melhor jogador do mundo. Uma prova em que Messi não poderá participar por ser… argentino.
Se é justo dizer que nesta época Ronaldo esteve um patamar acima dos demais, é necessário que ele continue com exibições desta qualidade nos próximos desafios. Não pode permitir que os adversários se aproximem. Contudo, independentemente de vencer ou não este título, Ronaldo devia ser um orgulho no desporto nacional. Nunca nenhum português venceu duas Bolas de Ouro e este está muito próximo de consegui-lo. Pode-se gostar ou não da pessoa em causa, mas CR7 merece respeito pelo excelente trabalho que tem protagonizado ao longo da sua carreira.

 

música: Xutos e Pontapés – Á minha maneira

Por Miguel A. Pereira | Quarta-feira, 02 Maio , 2012, 19:28

Na edição deste mês da 'Imagem espontânea' aceitei o desafio fotográfico proposto pela equipa do Sapo Blogs. O objectivo desta competição passa por contar uma história em três fotografias. Tendo em conta isso decidi escolher umas fotografias que tirei no Parque de Monserrate, numa visita recente que fiz a Sintra. Um Jardim exuberante e um Palácio, construídos por Francis Cook, milionário inglês, naquele que é um dos mais ricos jardins botânicos existentes em Portugal. Por entre árvores exóticas, cascatas e lagos, é possível caminhar na descoberta de um parque único. Um notável jardim romântico que recomendo uma visita pormenorizada , estou certo que vão ficar maravilhados com este lugar fantástico!

 

 

 

 

 


Por Miguel A. Pereira | Segunda-feira, 30 Abril , 2012, 18:08

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico, mas adiantou a hipótese de acertos no Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá ficar concluído em 2014. “Será apresentada uma versão beta ainda este ano e até 2014 será encerrado. Ainda nem sequer foram incluídas no Vocabulário Ortográfico Comum as contribuições de Angola e Moçambique”, reforçou à agência Lusa.
Por sua vez, o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais acérrimos opositores do actual acordo ortográfico, defende “a supressão das asneiras que lá estão [no documento]”. “O acordo é uma pura manifestação neocolonialista negociada entre Portugal e o Brasil com o mero corpo presente dos outros países participantes e isso é uma ofensa a culturas que se produzem na nossa língua, em África, por exemplo”, enalteceu.
O acordo ortográfico está a tornar-se cada vez mais um desacordo ortográfico, tendo em conta a controvérsia que tem gerado em muitos quadrantes da sociedade. Antes de mais, questiono-me o porquê desta alteração, quais são os benefícios que advém desta mudança. Sinceramente não consigo encontrar uma razão forte para esta medida, até porque acredito que não são estas ideias que vão unificar a língua portuguesa. Assim sendo, o que fica de benéfico neste acordo? Pouco ou quase nada.
Para quem não sabe este é uma temática que já anda a ser discutida há 22 anos, ou seja, desde 1990(!). É inconcebível estar tanto tempo a discutir sobre algo sem ainda se ter chegado a uma conclusão palpável. Digna de ser apresentada à população. No meu ponto de vista, é inqualificável os anos que são necessários para se tomada uma decisão que vai influenciar cerca de cento e oitenta milhões de pessoas! Por alguma razão esta demora acontece: porque este acordo ortográfico, realmente, não faz sentido nenhum…
Num acordo que contém dezassete páginas e vinte e um tópicos são defendidas que as alterações são mínimas nos dois países de maior importância: Brasil e Portugal (0,5% e 1,5%, respectivamente). Contudo, a supressão das consoantes mudas é fortemente criticada em Portugal. Algo natural, até porque isto é uma modificação demasiado radical  e que levanta problemas básicos.  De um momento para outro a grande maioria das pessoas no nosso país deixou de saber escrever ‘correctamente’.
Existem inúmeros países com a mesma língua, mas com diferenciações que são derivadas à sua história, cultura e sociedade. Inglaterra e Estados Unidos da América são os melhores exemplos. É natural que isto aconteça, até porque promove uma diversidade linguística que permite uma constante evolução da língua. A tentativa de unificar o português é uma medida desnecessária, despropositada e desenquadrada. Reflecte uma visão limitada e pouco virada para um futuro que aposta cada vez mais na diversidade e não na união.
Apesar de ainda faltarem dois anos, a implementação deste acordo a 2014 continua a parecer pouco viável. Longínqua, mesmo! Ainda se vê poucas preparações para uma alteração deste tipo, o que me leva a defender que este é um assunto que vai voltar a ser adiado. Se não se consegue chegar a um consenso nesta medida, isso só significa que não existe uma preparação real para uma modificação deste tipo…

 


Por Miguel A. Pereira | Sábado, 28 Abril , 2012, 12:18

Aerosmith brilham na décima nona edição de “Ao som de…”, com o clássico ‘Dream on’ (1973), o grande êxito que encantou gerações. Com uma mensagem de esperança e perseverança Steven Tyler, vocalista da banda norte-americana, conseguiu conquistar ouvintes por todo o mundo. A faixa garantiu-lhes tanta notoriedade que faz agora parte da ‘The Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll’. Para além de uma letra apaixonante, a sonoridade contagiante está na base do sucesso atingido pela banda criada em 1970.
O grupo originário de Boston tornou-se a banda de rock norte-americana que mais vendeu em toda a história com mais de 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Além disso, também detêm o recorde do maior número de álbuns com certificações de ouro e multi-platina de um grupo norte-americano. Ao jeito da música de hoje, sonhem até que o vosso sonho se concretize. Desfrutem da música:

 

música: Aerosmith – Dream on

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