Por Miguel A. Pereira | Quinta-feira, 26 Janeiro , 2012, 22:45

As favelas são o pano de fundo da sexta edição da ‘Sala de Cinema’. Nesta publicação, falo de um dos maiores êxitos do cinema brasileiro: Cidade de Deus. Este é um filme de 2002 dirigido por Fernando Meirelles que mostra o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus, uma favela do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1960 e 1980. Na favela, Buscapé (Alexandre Rodrigues) tenta levar uma vida honesta, ao trabalhar como caixa de supermercado, mas o seu grande sonho é ser fotógrafo. Com o início da guerra na Cidade de Deus, Buscapé tem a sua grande oportunidade para captar uma fotografia que possa melhorar a sua vida e realizar o seu sonho. Esta película recebeu quatro indicações ao Óscar, nas categorias de Melhor Director (Fernando Meirelles), Melhor Argumento Adaptado (Bráulio Mantovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (Cesár Charlone). Em 2010 foi escolhido pela ‘Empire’ como o sétimo melhor filme do cinema mundial e o sexto melhor filme de acção pelo ‘The Guardian’. Deixo-vos com o trailer deste filme e já sabem: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

  

música: Tihuana - Tropa De Elite

Por Miguel A. Pereira | Quarta-feira, 28 Dezembro , 2011, 00:50

Tão doce e bonita que ela é! Voltei a vê-la e não lhe disse nada… Volto a passar por ela mais uma vez, mas não sou visto. Ela mal me vê! Será que alguma vez nos encontramos realmente? Talvez não passe de mais uma pessoa por qual ela passa, apenas um ser indiferente, aquele que por acaso percorre o mesmo espaço…

No entanto, para mim aquele momento é tudo, o meu oxigénio. Quando ela passa por mim flameja algo cá dentro, não a conheço, nunca lhe falei, mas nasceu um sentimento estranho que não sei teorizar. Enquanto passo por ela vejo nos seus lábios finos nascer um sorriso, será que é para mim?

Nesse instante tudo parece fazer sentido, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Parece que conheço-a desde sempre… Ai! E hoje ela está tão bonita! Mais do que nos restantes dias… Parece ter uma aura especial, a cor branca da pele, dá-lhe um tom quase que angelical. Torna-se impossível de resistir!

Tento ter força mas não consigo resistir! Perco a cabeça, viro-me e vou ao seu encontro. Estarei mesmo a fazer isto? Sou capaz? Chego perto de ti. É o tudo ou nada. “Bom dia”, disse, com um sorriso nervoso.   

De repente, sinto o sol a bater-me na cara e acordo do sonho e vejo a rapariga com que sonhei a meu lado e com um largo sorriso. “Bom dia amor”, referiu, beijando-me. “Bom dia, voltei a sonhar com o dia em que nos conhecemos”, respondi.  

 

 

sinto-me:
música: U2 - Electrical Storm

Por Miguel A. Pereira | Sábado, 24 Dezembro , 2011, 00:01

Cá está uma das rubricas já habituais neste blogue – Imagem espontânea! Hoje a oitava edição desta iniciativa. Relembro de novo para quem não conhece que esta é uma rubrica na qual irei colocar várias fotos que vou tirando ao longo do tempo.

Gosto bastante de tirar fotografia, e penso que pode ser interessante partilhar com o mundo este passatempo. Queria pedir a vossa opinião sobre esta rubrica, pensam que seja interessante? Este blogue está sempre aberto a sugestões.

Esclareço desde já a minha posição perante os cigarros, estou totalmente contra este elemento na sociedade, aproveito também para desde já lançar o repto: Fumar Mata!

 

 

 

Então e desta o que acham? Espero que seja do vosso agrado!

sinto-me:
música: U2 - Mysterious Ways

Por Miguel A. Pereira | Segunda-feira, 19 Dezembro , 2011, 00:24

Entro no campo, aqueço os músculos e preparo-me para iniciar o meu transe… O transe da vitória… O transe de um campeão… Sinto a liberdade, a disciplina e a táctica esvoaçar na minha cabeça como se fossem apenas uma só, como se esse fosse a química ideal para a vitória… Respiro fundo, sinto a força trespassar em mim, aquela que me faz ganhar, aquela que me faz lutar… Enfim, estou preparado! Pego na raquete, que bela que estas hoje, penso, com ganas para mais uma vitória! Olho o meu adversário, és apenas o meu novo obstáculo. Vamos a isso! A partir daquele momento, o Miguel desapareceu, está ali outra pessoa, outro ser, apenas e só com um único objectivo: a vitória! Naquele quadrado de jogo passeia-se um ser frio, calculista e oportunista é esse o jogador que nasceu ali naquele preciso momento… A escolha de campo. É aí que tudo começa! Os magníficos jogos mentais, um precioso olhar fixo e penetrante, a intimidação ideal para deixar qualquer adversário amedrontado. Tornas-te tão frágil adversário, e será essa fragilidade numa combustão de um talento sem fim que te irá fazer sucumbir neste confronto. O sorteio sorri-me, é sempre bom ter desde o princípio o controlo do jogo, por isso escolho bola e com isto afasto-me. Quatro ou cinco pulos, uma corrida rápida até a linha e uma crença: a vitória! Agarro com toda a força a raquete, o árbitro dá indicação que posso dar inicio à partida. Vamos a isso! Vamos mostrar quem somos! Vamos mostrar quem é o campeão! Vamos mostrar quem é o vencedor!

 

 

 

sinto-me:
música: System of a down - Fuck the System

Por Miguel A. Pereira | Quinta-feira, 15 Dezembro , 2011, 00:01

Eis a oitava rubrica do “Ao som de…”, espaço em que coloco ao longo das várias edições várias músicas que aprecio. É importante realçar que a colocação da música não consiste numa preferência por uma ou outra música, mas sim uma sucessiva disponibilização dos meus artistas e músicas preferidas. Para além disso, esta é uma rubrica que vem no âmbito de uma maior interactividade neste blogue.

 

Nesta edição trago-vos aquele que eu considero ser o melhor “entertainer” da actualidade, numa das baladas mais mediáticas deste artista – She’s the one. Falo de Robbie Williams, famoso cantor britânico nascido em 1974. Robbie iniciou a sua carreira em 1990 no grupo Take That, onde ganhou grande sucesso, tendo conseguido oito singles na lista de mais vendidos do Reino Unido. Contudo, divergências internas fizeram com que o cantor britânico sai-se da banda em 1995, iniciando a sua carreira a solo. A partir daí não mais parou, lançando êxitos, atrás de êxitos, consagrando-se com um dos maiores ídolos pop da actualidade.  Os singles "Angels", “Feel", "Let Me Entertain You", "Rock DJ" e "Bodies", são algumas das músicas mais conhecidas e que por certo ficarão imortalizadas na carreira deste enorme artista.

 

música: Robbie Williams - She’s the one

Por Miguel A. Pereira | Domingo, 11 Dezembro , 2011, 00:12

Escrevo de madrugada quando a inspiração me absorve. Se pensas que escrevi por este dia ser especial, estás enganado! Foi apenas um dia patético como qualquer outro nesta vida miserável! Sinto que perdi o meu corpo que entrei numa forma estranha que desconheço. A cada dia que passa vai-me absorvendo mais, tirando a alegria e as boas memórias que ainda me restam. Perdi o caminho que costumava percorrer todos os dias, aquele pelo qual tive sempre orgulho de me reger. A vontade de mudar escasseia, percorro um lodo imenso, chamado: sedentarização. Cada vez mais me deixo consumir por ele, não há motivação nem desejo de me movimentar para outro lugar. Sinto que me falta algo, o que realmente é ao certo não o sei, mas necessito disso urgentemente. Preciso de saciar esta dor que me consome, para que este devaneio que me percorre seja destronado. Oh, mas que dor é esta tão penetrante e intensa! Oh, que delírio avassalador na minha mente!

 

música: Nick Glennie-Smith - All for one

Por Miguel A. Pereira | Sexta-feira, 02 Dezembro , 2011, 00:03

Que a esperança seja a última coisa a morrer! A esperança! Bela palavra, a esperança. Quem me dera tê-la para sempre, poder senti-la em toda a sua plenitude. Quem me dera poder leva-la para casa e dizer que é só minha. Queria dizer que a quero para sempre, só para mim. Bolas! Que calafrio que me dá sempre que oiço a palavra esperança! Sinto esse sentimento puro que flameja no meu ser. Parece que esta dentro de mim e nunca quer sair. Mas que bela bênção que é esta esperança! 
Ainda há luz. Consigo vê-la, senti-la quase que agarra-la. Mas não consigo acercar-me dela, ela mantém-se longe, demasiado longe… Corro para ela, mas continuo a não conseguir alcança-la! Falta sempre aquele passo, o passo vital, aquele movimento determinante que possibilita a vitória e a conquista. Procuro o passo da minha revolta, mas não consigo mover-me… Fico parado, só e distante. Como encontrá-lo? Ainda não sei…
Irrito-me. Sinto revolta pelo que aconteceu, pelo que está a acontecer e o que provavelmente irá acontecer. A revolta pelo tudo que é nada, apenas e só este sentimento doloroso e intenso. É esta revolta que nos mantém vivos, presos neste mundo! Essa insatisfação de querer sempre mais, de querer mudar o mundo num simples gesto, de querer ser aquilo que acabamos por nunca conseguir ser…
No fundo, não é mais que um motim dentro de mim que vejo, oiço e sinto. Sinto um calor a introduzir-se no meu corpo, uma força dentro de mim, por momentos a coragem devora-me. Agora, é ela que me comanda. Respiro fundo, levanto a cabeça e olho como se do meu olhar o mundo dependesse... É hora!

 

música: Linkin Park - Bleed it out

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